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domingo, 31 de janeiro de 2016

O NIB dá lugar ao IBAN


A partir de 1 de fevereiro todas as transferências bancárias deixam de ser identificadas pelo NIB (Número de Identificação Bancária) e passam a ser efetuadas pelo IBAN (International Bank Account Number).

O IBAN nada mais é do que a adição de um identificador do país ao NIB, assim o IBAN para as transferências nacionais corresponde aos 21 dígitos do antigo NIB antecedidos de PT50. No entanto, para as transferências nacionais realizadas através da rede multibanco continua a ser usado o NIB.


A referida alteração não implicará qualquer custo para os consumidores, conforme definido pela lei que impede os bancos de cobrarem encargos pela conversão. Os bancos são obrigados a processar as operações de pagamentos nacionais solicitadas pelos consumidores em que o NIB seja utilizado e "não podem cobrar quaisquer encargos associados à eventual conversão do NIB para o IBAN".

"Para as transferências permanentes e as autorizações de débito direto já concedidas, os bancos farão a conversão automática do NIB para IBAN", esclarece o Banco de Portugal.

Todas as operações que não cumpram os requisitos definidos pela SEPA (Área Única de Pagamentos em Euro), a partir de 1 de Fevereiro, serão rejeitadas pelos bancos e prestadores de serviços.

As três principais alterações que ocorreram nas operações bancárias, a partir de 1 de Fevereiro, são:

Transferências online já têm IBAN pré-preenchido - no caso da CGD, BCP e BPI e Novo Banco;

Transferências no Multibanco sem alterações, no caso de transferências nacionais. Saiba mais sobre o Multibanco em Multibanco um caso de sucesso. Pelo contrário, nas transferências internacionais, para beneficiários na área SEPA, deverá introduzir o IBAN.

- Débitos diretos já alterados para o formato SEPA pelas entidades credoras e pelo banco, pelo que os clientes não têm que proceder a qualquer alteração. Mas, a partir desta segunda-feira, quando definir um novo débito direto deve comunicar o IBAN da conta à entidade credora.



O IBAN, que já era usado nas transferências entre contas de países diferentes, vai agora também ter impacto nas operações nacionais, uma vez que passa a permitir que quem trabalha no estrangeiro possa receber o ordenado na sua conta domiciliada em Portugal ou fazer pagamentos no estrangeiro indicando a conta domiciliada em Portugal.


sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Já conhece a nova Nota de 20 euros?


No passado mês de fevereiro no artigo Euro: Será que lhe damos a devida atenção? Descubra ainda o Tetris da Nota de 20 euros, já se dera destaque à nova nota de 20 euros, a qual entrou oficialmente em circulação no passado dia 25 de Novembro.
No entanto, talvez ainda não saiba que em Portugal foram produzidas 44 milhões de notas, pela empresa VALORA, S.A. – empresa detida a 100% pelo Banco de Portugal (BdP), que deu assim início à produção de notas da segunda série em Portugal.
Com a entrada em circulação desta nova nota, os cidadãos poderão continuar a utilizar a nota de 20 euros da primeira série, sem restrições, não sendo necessário trocar quaisquer notas, à semelhança do que se sucedeu com a introdução das novas notas de 5 e 10 euros.

A nota de 20 euros é a mais contrafeita, esta nova série tem novos elementos de segurança de forma a dificultar a falsificação.
Dados divulgados pelo BdP, revelam que na primeira metade deste ano, foram detetadas cerca de 450 mil notas falsificadas em circulação no eurosistema, das quais cerca de 249 mil eram notas de 20 euros.
Em Portugal a tendência mantém-se e, ao longo do mesmo período, foram retiradas 2.376 notas de 20 euros de circulação, num total de 4.096 notas.
O BCE sublinha que a autenticidade das notas é facilmente verificável através do método “tocar, observar e inclinar” abordado no artigo Euro: Será que lhe damos a devida atenção? Descubra ainda o Tetris da Nota de 20 euros.




Assim a nova nota de 20 euros serve propósitos de segurança, com a introdução do holograma com o rosto da Europa, a personagem da mitologia grega que originou o nome do continente. Os elementos que permitem verificar a sua autenticidade são seis:

1.   Impressão em relevo: tocando e deslizando os dedos pela frente da nota, sente-se, nas margens, uma série de pequenas linhas impressas em relevo. É possível sentir também o relevo no pórtico e na denominação do valor da nota, neste caso de 20 euros.
2.  Marca de água: observando a nota contra a luz, torna-se visível uma imagem esbatida, que apresenta um retrato de Europa, os algarismos representativos do valor da nota e uma janela;
3.   Número esmeralda: inclinando a nota, o número esmeralda apresenta um efeito luminoso de movimento ascendente e descendente. Dependendo do ângulo de observação, o número também muda de cor, passando de verde-esmeralda a azul-escuro.
4.   Holograma: inclinando a nota, a banda prateada exibe o mesmo retrato da Europa que a marca de água;
5.  Filete de segurança - observando a nota contra a luz, o filete de segurança apresenta-se como uma linha escura, onde se pode ver, o símbolo do euro (€) e os algarismos correspondentes ao valor da nota;
6.   Janela com retrato: Inclinado é possível ver o retrato da Europa na janela que está na banda do holograma.


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Euro: Será que lhe damos a devida atenção? Descubra ainda o Tetris da Nota de 20 euros


As notas e moedas de euro entraram em circulação a 1 de janeiro de 2002, substituindo as então notas e moedas nacionais. Atualmente, as notas e moedas de euro circulam em 19 dos 28 Estados-Membros da União Europeia. Após 10 anos de circulação da primeira série de notas euro subordinado ao tema “épocas e estilos na Europa” foi decidido renovar o aspeto gráfico das notas e acomodar elementos de segurança novos e melhorados, pelo que em 2013 foi introduzida a primeira nota da segunda serie “Europa”: a nota de 5 euros. Com a introdução desta nova série, o Eurosistema "visa melhorar a integridade das notas de euro e permanecer na vanguarda face aos contrafatores".
Já se passaram 13 anos, mas é muito provável que algumas das particularidades do euro ainda passem despercebidas a muitos! Observando com atenção, cada nota tem um estilo arquitetónico, cor e dimensões diferentes, os pórticos, as janelas e as pontes não existem na realidade, mas têm significados distintos. Enquanto as janelas e os pórticos significam a abertura e cooperação da Europa, as pontes representam a ligação da Europa ao resto mundo.

Valor
Estilo arquitetónico
Cor
Dimensão (mm)
€5
Clássico
Cinzento
120x62
€10
Românico
Vermelho
127x67
€20
Gótico
Azul
133x72
€50
Renascentista
Cor de laranja
140x77
€100
Barroco e rococó
Verde
147x82
€200
Arquitetura em ferro e vidro do século XIX
Amarelo-torrado
153x82
€500
Arquitetura moderna do século XX
Púrpura
160x82

As notas de euro exibem, ainda, outras características como:
  • A assinatura de Willem F. Duisenberg, Jean-Claude Trichet ou Mario Draghi respetivamente, o primeiro, segundo e terceiro presidentes do Banco Central Europeu (BCE). Todas são igualmente válidas;
  • Um mapa da Europa;
  • Designação da moeda, “euro”, em Latim (EURO), Grego (EYPΩ) e Cirílico (EBPO);
  • As iniciais do Banco Central Europeu em nove variantes linguísticas: BCE ECB ЕЦБ EZB EKP EKT EKB BĊE EBC.
Não obstante, foram também pensadas características especificas de segurança que assentam no método “tocar, observar e inclinar”, as quais se enumeram se seguida:
  •  Marca de água - observando a nota contra a luz, torna-se visível uma imagem esbatida, que apresenta um retrato de Europa, os algarismos representativos do valor da nota e uma janela;
  •   Holograma - inclinando a nota, a banda prateada exibe o mesmo retrato da Europa que a marca de água, uma janela e os algarismos representativos do valor da nota;
  • Número esmeralda - inclinando a nota, o número esmeralda apresenta um efeito luminoso de movimento ascendente e descendente. Dependendo do ângulo de observação, o número também muda de cor, passando de verde-esmeralda a azul-escuro.
  • Impressão em relevo - tocando e deslizando os dedos pela frente da nota, sente-se, nas margens, uma série de pequenas linhas impressas em relevo. A tinta é também mais espessa no motivo principal, nas inscrições e nos algarismos de grande dimensão representativos do valor da nota.
  •  Filete de segurança - observando a nota contra a luz, o filete de segurança apresenta-se como uma linha escura, onde se pode ver, o símbolo do euro (€) e os algarismos correspondentes ao valor da nota.
O Eurosistema, que inclui o Banco Central Europeu (BCE) e os bancos centrais nacionais da área do euro, têm apostado, atualmente, na promoção da nova nota de 20 euros, embora ainda sem data prevista de introdução, como demonstra a ilustração a baixo.

Esta nova nota de 20 euros é a terceira da série “Europa” a ser introduzida e incluirá elementos de segurança melhorados, com destaque para a particular a inovadora “janela com retrato”.
Para uma melhor divulgação das características desta nova nota, o BCE lançou um jogo online, em antecipação ao lançamento da nova nota de 20 euros, que será apresentada no próximo dia 24 de Fevereiro. No jogo, consegue-se identificar alguns dos elementos de segurança da nova nota.
Pode descobrir o jogo e conhecer alguns dos elementos da nova nota antes da apresentação oficial veja http://game-20.new-euro-banknotes.eu/?slang=PT

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Zona euro tem mais um membro: a Lituânia



Desde o passado dia 1 de janeiro que a zona euro tem mais um membro, a Lituânia que substituiu o litas pelo euro à taxa de câmbio fixa irrevogável de €1=LTL 3,45280. A Lituânia é assim, o terceiro país do báltico, a seguir à Estónia e à Letónia, a entrar na comunidade que partilha a moeda única. Somos agora 19 países unidos por uma única moeda, o Euro.
Para integrar a Zona Euro, a Lituânia, à semelhança dos outros países, teve de cumprir os critérios de convergência, conhecidos como Critérios de Maastricht, por forma a integrar a União Económica e Monetária (UEM). Os quatro principais critérios a cumprir são: (1) estabilidade de preços; (2) sustentabilidade das finanças públicas; (3) estabilidade da moeda (4) e estabilidade de taxas de juro, consignados no nº1 do Artigo 121º do TCE (Tratado da Comunidade Europeia).
À semelhança da Estónia e da Letónia, também a Lituânia passou grande parte do século XX incorporada na União Soviética, almejando a independência em 1991. Esta adesão foi em muito desejada por razões para lá das económicas, daí que o Governador do Banco Central da Lituânia, Vitas Vasiliauskas, admita que existiram razões geopolíticas, já que "o euro permite ao país uma integração mais profunda: quanto mais perto estamos do ocidente, mais longe estamos dos países de leste", disse numa entrevista à Bloomberg. O clima de tensão entre Rússia e a Ucrânia foi o sinal necessário para os lituanos perceberem que a Rússia está longe de ser um amigo, conforme mencionado pelo Ministro da Defesa, Juozas Olekas, em declaração à Reuters.
Para aqueles que se estão a questionar sobre as principais características da Lituânia, apresentamos de seguida uma breve caracterização do país, comparando-o ainda com Portugal.
A Lituânia é um país bastante mais pequeno que Portugal tanto em dimensão geográfica, como, e principalmente, em número de habitantes, no entanto tem verificado um aumento da riqueza do país e uma diminuição da taxa de desemprego, sendo a taxa de desemprego lituana inferior à portuguesa. Por fim, as previsões de aumento de importações e exportações demonstram algum esforço de abertura da economia ao exterior
A entrada da Lituânia na Zona Euro não afeta apenas os seus habitantes, levando, também, a uma mudança de fundo no sistema de votação do Banco Central Europeu (BCE), acabando com o princípio de "um Estado, um voto" e estabelecendo um esquema rotativo de acordo com o peso de cada economia. Este sistema rotativo entrou em vigor no dia 22 de janeiro e vigorará até à entrada do 22º membro, passando depois os países a serem divididos em três grupos. Enquanto não se atingirem os 22 membros, existirão dois grupos de Estados, o primeiro composto pelas cinco maiores economias - Alemanha, Espanha, França, Itália e Holanda - e o segundo, com os restantes Estados.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Crise: conceito e origem


Muito se fala e se tem falado de crise, mas afinal o que é a crise e como surgiu são as perguntas às quais muitos de nós não sabem responder exatamente e de forma simples, pelo que este é o propósito deste artigo. A palavra crise é de origem grega e significa rutura ou mudança brusca, são inúmeros os tipos de crise que o mundo tem assistido, desde a crise económica, da dívida soberana, do euro, do crédito hipotecário, etc. até à crise financeira, sendo esta última a que abordaremos nesta exposição.
A crise financeira é então uma situação de desvalorização repentina de um ativo ou de uma instituição. A crise financeira, que deu os seus primeiros sinais entre os anos de 2006 e 2007, não teve uma única causa mas sim um conjunto de causas interligadas entre si.
Uma das primeiras e principais causas foi a assunção de demasiados riscos por parte das instituições financeiras, esta assunção de riscos deveu-se:
  • À subestimação do risco pelos modelos de risco;
  • Aos testes feitos com base em condições demasiado otimistas;
  • À cada vez menor transparência dos produtos financeiros, cujo risco inerente é difícil de quantificar;
  • À confiança excessiva nas agências de notação de risco, onde o conflito de interesses é claro, já que são os avaliados que pagam pela notação.
Outra das causas foi a abundância de liquidez e taxas de juro baixas, o que levou inevitavelmente ao crescimento do crédito.
Várias foram as consequências que derivaram da assunção de demasiados riscos e da abundância de liquidez. Uma delas foi o colapso da bolha do imobiliário nos EUA, este colapso nada mais é que do que a tomada de consciência do elevado risco de crédito acompanhado pelo elevado incumprimento dos créditos hipotecários (sub-prime) - empréstimos que facilitavam o acesso à habitação para aqueles que não tinham as garantias necessárias e que se sustentavam na expectativa de aumento do preços dos bens imóveis. Por outro lado, a titularização- operação financeira que permite partilhar riscos-facilitou o contágio do sistema financeiro.
Esta situação criou um clima de desconfiança paralisando o mercado interbancário. Apesar de a crise se ter iniciado nos EUA, a Europa não ficou imune, em consequência da influência mundial dos EUA alastrando aos países ou blocos económicos com relações mais próximas, como foi o caso da UE. A contaminação da crise foi visível, na União Europeia, com a nacionalização do maior banco de crédito hipotecário do Reino Unido, o Northern Rock, em fevereiro de 2008.
A crise financeira de 2008 atingiria o seu auge aquando da falência do Lehman Brothers que provocou a destabilização do mercado financeiro. Foi ainda em 2008 que a crise até à data designada por crise financeira se torna também uma crise económica, com o PIB mundial a descer 0,6% e o PIB da UE a descer 4,1%, segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI).